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07/04/2010


JUROS

Embora o brasileiro só pense em Copa do Mundo nestes anos pares não bissextos, melhor que o título foi a notícia de que o Meirelles, surpreendentemente, renunciou aos seus anseios políticos em vez de renunciar ao trono do Banco Central brasileiro. Sem dúvidas, é de lá que ele pode contribuir mais para o país. Quem leu as colunas passadas já percebe que as eleições perdem ainda mais importância e é possível até um cenário de manutenção de Meirelles mesmo que a situação não vença o pleito.

Isto posto, mesmo com as mudanças no board do Banco Central, o leitor não deve esperar um comportamento diferente por parte do COPOM, traduzindo: teremos elevação de juros nas próximas reuniões, conforme já sinalizado no último report de inflação. A dúvida paira apenas na magnitude e na duração. Detalhes que fazem toda a diferença na hora de investir, portanto, caro leitor, total atenção para toda e qualquer notícia que diga a respeito de inflação e a consequente elevação de juros. Lembro aos leitores, que já devem estar cansados de ler isso aqui na coluna, preferindo pecar pelo excesso do que pela omissão: embora elevação de juros torne mais caro o custo de investir em bolsa, muito disto já está no preço das ações, então nosso dever é perceber a diferença entre as expectativas do que vai ser feito nesse âmbito e o que realmente será feito.

Deixo registrado também que as aberturas de capital - famosos IPOs, voltaram, depois da restrição de liquidez causada pela crise. Entretanto, o investidor está mais seletivo, depois da farra que durou até 2007, os fortes prejuízos estão recentes na memória. Aqui cabem dois ditos populares: nem 8, nem 80 e gato escaldado tem medo de água. Ou seja, nem todo IPO é bom, como foi até 2007, e nem todo é ruim, como foi a partir da crise, devemos selecionar bem. E o investidor, depois dos prejuízos está com medo de voltar aos IPOs, então atenção com os descontos que podem surgir.

Últimos dois registros: o FMI iniciou uma missão na Grécia, ótima notícia para os mercados. Siderúrgicas europeias estão acusando a Vale de ditar os preços, isso significa que a Vale tem poder de mercado e isso garantem lucros extraordinários. Perguntinhas: até quando e crescentes ou decrescentes?

Bons negócios.

Eduardo De Nardi Ros.



*Eduardo De Nardi é fundador e consultor da TBCS Investimentos. Este artigo é produzido por seu autor com intuito meramente informativo, não constituem recomendação para investimento, apenas reproduz a opinião pessoal do autor. A TBCS e o autor não se responsabilizam por decisões tomadas com base nesse conteúdo.


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