28/04/2010
A coluna dessa semana será breve porque o momento exige parcimônia e não há muito a ser dito. Há duas semanas, na última coluna, alertamos para os problemas da euforia. Não somos profetas, e poderíamos e ainda podemos errar, mas o cenário está muito turbulento. Os problemas da dívida soberana na Europa ainda assombram o mercado e Espanha e Portugal são muito maiores que a Grécia. O forte desemprego assusta porque problemas econômicos não se resolvem com uma simples injeção de dinheiro. Não é óleo que falta no motor, é motor mesmo que está faltando. Imaginem o caso em que o mercado passe a desconfiar dos países europeus com muita intensidade: mercado cobrará mais juros nos empréstimos e situação se deteriorará. Imaginem que os outros países subam os juros, Europa tem que subir, situação piorará. São hipóteses, cenários, não estou dizendo que vão acontecer. Mas existe o risco. Eu sempre costumo questionar as pessoas se o prêmio compensa o risco. Porque parece que investimento não tem preço, você põe seu dinheiro e tira depois alguma coisa, se tirou mais não teve preço, se tirou menos, o preço foi o prejuízo. Ledo engano. Esse é o resultado. O preço pago é o risco que o investidor corre. Neste momento, o preço compensa o risco é a pergunta que o investidor deve fazer. Abraços e bons negócios. Eduardo De Nardi Ros. *Eduardo De Nardi é fundador e consultor da TBCS Investimentos. Este artigo é produzido por seu autor com intuito meramente informativo, não constituem recomendação para investimento, apenas reproduz a opinião pessoal do autor. A TBCS e o autor não se responsabilizam por decisões tomadas com base nesse conteúdo.
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