19/05/2010
Os românticos que me perdoem, mas eternidade é uma ilusão. Você está na sua zona de conforto, e, cedo ou tarde, algo muda, um simples detalhe as vezes, e aquilo que era para sempre termina subitamente.
Com o mercado também é assim. Algumas semanas já decorreram desde o primeiro texto em que falamos de parcimônia, estava claro que não subiria para sempre o índice Bovespa. Assim como não vai cair para sempre. É, estou a escrever o óbvio. Mas muitas vezes ele precisa ser dito.
Os investidores de curto prazo já se alvoroçam com seus gráficos esperando um repique, os de longo prazo fazem as contas em suas planilhas para descobrir o melhor ponto de entrada. Pode não demorar.
Mas e os juros? A inflação? A Europa? Tudo isso deixou de ser ameaça? Não, claro que não, mas em finanças tudo é questão de preço e 75 mil pontos é mais caro do que 55 mil, assim como uma Ferrari a R$ 10 milhões é muito pior negócio do que um fusca a R$ 10,00. Não é o que você compra que importa em finanças, mas a relação entre o valor que você leva e o preço que você paga, lembrem disto leitores.
Mudando de assunto para notícias corporativas: o Bank of America vai sair do capital do Itaú, vendendo suas ações. As ordinárias serão compradas pela Itaúsa, mas as preferências irão parar no mercado. O excesso de oferta temporário pode afetar os preços no curto prazo.
Bons negócios.
Eduardo De Nardi Ros.
*Eduardo De Nardi é fundador e consultor da TBCS Investimentos. Este artigo é produzido por seu autor com intuito meramente informativo, não constituem recomendação para investimento, apenas reproduz a opinião pessoal do autor. A TBCS e o autor não se responsabilizam por decisões tomadas com base nesse conteúdo.
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