21/07/2010
Previsão de inflação caiu nesta segunda-feira. Crédito também reduziu. Após desempenho pujante da economia no primeiro semestre alguns indicadores parecem ir de encontro ao crescimento apresentado e as pessoas começam a se perguntar o que está acontecendo.
O que ocorre é a que algumas previsões de crescimento podem ter sido açodadas. O Brasil não vai crescer a ritmo chinês de forma perene, o que ocorreu foi um fenômeno provocado pelos incentivos fiscais que, todos sabíamos, tinham data para encerrarem-se. O que fez o consumidor racional? Ora, tomou a melhor decisão para si e foi às compras. Incentivos fiscais, quando têm algum efeito, geram antecipação de consumo.
Qual foi então a opção do governo brasileiro? Antecipar o consumo e, por conseguinte, o crescimento do país. É natural, portanto, que haja uma quebra deste crescimento neste segundo semestre. É natural que o crédito caia, é hora de pagar as prestações feitas quando os preços estavam baixos. Me surpreende que haja surpresa nisso, que deveria ser esperado desde o início do incentivo fiscal.
Um último efeito desse fenômeno: o Bacen sabe disso e provavelmente não deve elevar o juros como estão prevendo os mais conservadores (previsões mais altas de juros).
Bons negócios.
Eduardo De Nardi Ros
*Eduardo De Nardi é fundador e consultor da TBCS Investimentos. Este artigo é produzido por seu autor com intuito meramente informativo, não constituem recomendação para investimento, apenas reproduz a opinião pessoal do autor. A TBCS e o autor não se responsabilizam por decisões tomadas com base nesse conteúdo.
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