17/03/2010
Caros leitores, agradeço a presença em palestra lotada na semana passada, e as dúvidas enviadas. lembrem que estou a sua disposição.
*Eduardo De Nardi é fundador e consultor da TBCS Investimentos. Este artigo é produzido por seu autor com intuito meramente informativo, não constituem recomendação para investimento, apenas reproduz a opinião pessoal do autor. A TBCS e o autor não se responsabilizam por decisões tomadas com base nesse conteúdo
Semana passada eu já havia colocado que agora o mercado parece estar a espera de uma definição no continente europeu. Risco Brasil já é menor que Risco Espanha e Risco Portugal, e a incerteza não vai deixar que o mercado suba, pois como sempre alerto, os investidores têm medo de fatos ruins, mas pavor letal do desconhecido. O investidor prefere um cenário péssimo conhecido à um cenário em que o desconhecido pode ser muito ruim. Isto porque um cenário conhecido está nos preços o que reduz o potencial de perdas, ao contrário do cenário desconhecido.
Dilma oficializou sua candidatura. Política não afeta mercado desde o escândalo do mensalão, quando os investidores se deram conta de que a fofoca no congresso não passa de uma revista Caras sofisticada e de terno e gravata. Entretanto, devo fazer um alerta: uma má escolha no Banco Central e o índice bovespa nem imagino onde pode parar, de tanto que pode cair. Resumindo, PT ou PSDB, deixem o Banco Central para um ortdoxo de mercado, que transfira sua credibilidade pessoal para uma instituição fraca, assim como Lula fez com Meirelles.
A propósito, a troca de governador no Paraná talvez possa alterar a incerteza subjacente a Copel, desde a eleição de Requião.
Olho na agenda, cuidado com a volatilidade, em um segundo tudo pode mudar, principalmente com notícias do risco soberano dos países europeus, sejam de socorro, sejam o anúncio da pá de cal.
Bons negócios.
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