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05/03/2010


ANALISTAS OPINAM SOBRE O GRANDE DRIVER DA PRÓXIMA SEMANA: A FED FUNDS RATE

 

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
14/09/07 - 19h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de muita apreensão, a próxima semana enfim revela a decisão mais aguardada pelo mercado desde que a crise do subprime se intensificou. O Fed atualizará a taxa básica de juro norte-americana.

Conforme explica Luciano Sobral, economista do Santander, o corte da Fed Funds Rate está "mais do que precificado" pelo mercado. No entanto, "ainda restam dúvidas entre os 25 e os 50 pontos-base". É o que mostram os demais entrevistados.

Fausto Gouveia, analista da Win, homebroker da Alpes Corretora, escolhe a opção mais tímida, "de 25 pontos-base". Já Rafael Ferri, estrategista-chefe da TBCS Investimentos, prefere uma aposta ousada: "Acredito nos 50 pontos-base".

Chegando a salvação?
Sejam 25 ou 50 pontos, o fato é que a ação do BC norte-americano não vai colocar ponto final nas turbulências atuais. Luciano Sobral lembra que "infelizmente, não se solucionam os problemas da economia dos EUA com um simples corte no juro".

Fausto Gouveia concorda: "A questão do subprime não será resolvida porque o Fed cortou a taxa". No entanto, a flexibilização monetária certamente trará algum ânimo aos mercados.

Rumo a um fechamento luxuoso
Rafael Ferri está especialmente otimista com a perspectiva de corte na Fed Funds Rate, um driver capaz de levantar a renda variável. "Acho que o Ibovespa tende a se aproximar de sua máxima histórica até a reunião".

As perspectivas favoráveis do estrategista da TBCS não param por aí. "Estou certo de que o último trimestre será bem positivo; podemos esperar um fechamento de luxo para 2007 no Brasil".

Mas e se não houver corte?
Rafael não acredita que "o BC dos EUA vai deixar a economia na mão". Mas por pura suposição, qual seria o cenário diante da manutenção da taxa de juro norte-americana no 18 de setembro?

"O mercado teria um belo problema", avalia Luciano Sobral. Para o economista do Santander, a indiferença do Fed mostraria um tom "conservador demais" e é "bastante remota".

Fausto Gouveia interpreta que uma eventual manutenção da Fed Funds Rate em 5,25% ao ano daria nova vida à volatilidade, ao menos até a próxima reunião, no fim de outubro. Frustradas as expectativas, o Ibovespa sentiria o impacto, já que "o corte já está embutido nesses 55 mil pontos".

* Rafael Ferri é agente autônomo de investimentos autorizado pela CVM.


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