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11/03/2010


DIANTE DA REUNIÃO DO FED, ANALISTAS AVALIAM BOA CHANCE DE CORTE NO JURO DOS EUA

Por: Rodolfo Cirne Amstalden

26/10/07 - 20h02
InfoMoney

SÃO PAULO - Como foco da próxima semana, o Federal Reserve atualizará a taxa básica de juro dos EUA. Na última reunião, o corte de 50 pontos-base resultou em grande euforia para a renda variável internacional. Agora os mercados ponderam se a decisão da quarta-feira (31) trará otimismo semelhante.

Não há qualquer palpite considerável apontando outro ajuste ousado como o de 18 de setembro. Mas muitos analistas confiam na redução de 25 pontos-base, dadas as evidências de enfraquecimento da economia norte-americana.

Fraqueza econômica sustenta corte

Acompanhando uma série de indicadores abaixo das expectativas, o diretor da corretora de câmbio NGO, Sidnei Moura Nehme, tira sua conclusão: "aumenta significativamente a tendência do Fed vir a cortar mais uma vez a taxa básica de juro norte-americana".

Sidnei avalia que, mesmo com a política de flexibilização monetária, o Banco Central dos EUA pode não conseguir evitar uma recessão na maior economia do mundo.

Rafael Ferri, estrategista-chefe da TBCS Investimentos, considera que "o cenário norte-americano ainda apresenta sérias amostras de restrição ao crédito". E isso sustenta a hipótese de queda da Fed Funds Rate.

"Acho que teremos um corte de 25 pontos-base", prevê Rafael, com a responsabilidade de um histórico de acertos. Na véspera da reunião passada, ele estava entre os que acreditavam no ajuste da taxa de juro para 4,75% ao ano.

O BC dos EUA, no Brasil

A decisão do Fed certamente influenciará os mercados brasileiros. "A tendência de corte do juro básico norte-americano provocará o aumento do fluxo de investimentos", projeta o diretor da NGO. O que tende a dar ainda mais impulso ao real.

Dentro da renda variável, Rafael Ferri espera nova valorização se a queda da Fed Funds Rate for confirmada: "Como as perspectivas para a bolsa não computavam cortes de juro nos EUA, acho que o Ibovespa pode chegar perto de 70 mil".

Não só pelo BC norte-americano. O estrategista da TBCS entende que a atratividade das ações brasileiras pauta-se em "crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), queda do juro e expectativa de investment grade". 
Um tripé inquestionável, que ultrapassa a agenda da próxima semana.

* Rafael Ferri é agente autônomo de investimentos autorizado pela CVM.

 


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